segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Segunda, dia da Alegria... Piolhótica.


Dezembro, dia 17

Bem, hoje foi um daqueles dias muito engraçados. Quando cheguei notei que havia uma alegria a pairar no ar, depois a alegria caiu por terra quando anunciei que haviam piolhos a circular. Pode parecer assustador e gozativo, mas pessoal... é preocupante. Higienizem-se se não fôr pedir muito. O “meio ambiente” agradece e fica muito mais leve. Depois de me vestir de Ajudante do Pai Natal caótico, fomos lá para cima animar. Não tanto como ontem que durante a tarde criámos ritmos infernais com a máquina dos brinquedos e uma equipa fantástica, hoje eu e a Carla e a Sofia bem tentámos, mas a coisa esmoreceu rápidamente.
Depois de uma breve paragem de Chill Out para resolver a situação do presente cortinado de plástico que lá está, descobri que a Cacá também era aniversariosa. Ora... Parabéns! Depois eu e a Sofia ao Ritmo de Ita e Carla estivemos a improvisar movimentos. Depois de seguida fomos fazer o Coro dos Duendes Gregoriantes com letras previamente escritas umas horas antes. Fizemos um sucesso irritante. O que significa que funcionou. Depois mais pela noite a coisa acalmou e as pessoas começaram a diminuir a sua quantidade e a doideira chegou. Andava por lá uma empregada da limpeza a varrer a extensa área da aldeia do pai natal. Então eu roubei-lhe a pá e a Joana ria-se. Momentos depois de ser apanhado, a cena repetiu-se mas desta a Joana foi cúmplice. Depois eu e a Carla iniciámos uma luta com as almofadas da cama do Pai Natal e a rebaldaria já se estava a instalar. Depois fui a correr atrás dela pela vila fora com a almofada e fomos fingir que dormíamos na almofada na discoteca onde o Ulisses aka Tia Alzira era o Dj de serviço. Uns pés de dança ao som de Abba – Take a Chance on Me, e voltámos para a parte do pai natal. Onde eu e a Joana também andámos à luta. Mas mais violentamente.
Foi uma alegria pegada, e a rapariga estava possuída. Pois no camarim andava a dizer às pessoas que fulano tal a tinham chamado e ficava a um canto a ver a cara de parvos delas e a rir-se que nem uma perdida... Estas vilas natais são a graça por si só.

E agora... A Letra Magnífica do Coro dos Duendes Gregorianos com o tema “Troubilis in Paradisis”, escrito pela Sofia Bernardo em colaboração lenta com Hugo Ribeiro.

“O Pai Natalum
E as Renis
Distribuirum os Presentis

O Trenósum a
Meio do caminhum
Avariou-sis,
E o Pai Natalum
Não tinha skis Suplentis

Os Meninuns
Esperaram até di manhãnis
E Resolverum ir
Ajudaris o Pai Natalum...

Levarem os Cabidis
Lá do Armarium lá Di Casum
E puseram debaixo
Do Trenósum

A Renis Rodolfis
Começou a voarem
E em meia hora
Os Presentis Distribuírem...
- - Santus Natalis - - -”

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