Dezembro, dia 16
Hoje logo pela manhã de domingo, haviam bastantes pessoas a comprar bilhete, o que podia assustar os mais reticentes face à noite anterior. Armei-me de duende e fui mais os meus colegas e amigos animar. Mas há aqueles que se animam demais nas noites de sábado e que depois nas manhãs de domingo só conseguem animar a almofada. Então tive de desmanchar a personagem e ir vestir o Boneco de Neve. É quente e tal e companhia limitada, mas é horrível em termos sociais. Digamos que é uma vítima terrível. Tem ar de querido/coitado e toda a gente lhe acha imensa piada. Tirando claro, os mais ahm.... Burros?! Idiotas?! Que se metem a chamar-lhe de pinguim... Onde é que um boneco de neve e um pinguim são parecidos?! Deve ser no cabo da vassoura que usam a fazer de conta que são braços... e as crianças que nos partem o coração com o carinho que nos transmitem, e as crianças que nos voltam a colá-lo com tanta falta de educação que a mente fica tão colada que nem somos capazes de respirar. E os pais que são piores que eles...
Mas de resto até que nem correu assim tão... mal. Depois de um almoço mega-rápido com conversas meio rasgadas pelo camarim fora, a tarde revelou-se mais calma em termos de representação, mas mais caótica em termos de público. E o Duende Fadista voltou, mas com uma poupança de voz acrescida...
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